
Um dia ela acordou meio louca e resolveu que metades são inúteis se não estiverem juntas de verdade, grudadinhas uma na outra.
Então revirou seu imenso baú de quinquilharias emocionais e decidiu fazer a tal faxina, prometida há tempos. Abriu as janelas da alma e deixou escapar para sempre aquelas coisinhas que guardava sem motivo algum, ocupando espaços preciosos.
Decidiu que ensinaria sua boca a dizer não, que ensinaria seu coração a dizer mais sim e que poderia até enlouquecer de vez em quando, mas não mais do jeito que fazia antes. "Loucura sã também há de ser possível", ponderou. Reservou cantinhos para afagos, prateleiras para desejos ainda não realizados (muitas), pequeninas gavetas para tristezas ocasionais.
Pronto, nada mais de metades! Aí descobriu que ficara sozinha, mas finalmente sem retalhos, inteirinha e só. Jogara fora metade de si mesma.
Pensou: "e daí?" e sorriu leve.
Começaria tudo de novo, enfim.
3 comentários:
você é uma flor selvagem, linda e sensacional sua gatona!
e escreve super beem ;)
Rapaz.. Te senti.
E siga sempre contruindo sua outra metade. Sempre com pedaços e sentimentos próprios. Até pq, pra ser metade da gente, essa metade tem que vim da gente mesmo. Se é que vc me entende.
Te amo Sá Menina!
nati, realmente dá pra e sentir! VC É FODA, VELHO! bjo
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