quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pra dividir com vocês. Escrevi isso há um tempo, mas ontem de madrugada tive novamente essa sensação. Esse texto diz muito de umas coisas que vivi.
Beijos, meu amores!


Náufragos

Roupas rasgadas, sujas de água e de sal
A dor é latente, e ainda igual
Sombras daqueles amigos, verdades incertas
emaranhado de vidas, que se vão como nuvens, num céu que nem o de hoje
Se existia sinceridade naqueles sorrisos, ficou naquelas pegadas
que delas, na areia, não sobrou nenhum sinal
Das noites mal dormidas, de culpa, de dor, de tudo aquilo que quando desanoitece, some.
Ainda há uma saudade do que não houve
cada vez mais distante, perto do coqueiro que reluz, a sua cor de esperança
mais sombras, agora de amores, esquálidas
essas, esvaecem-se junto com a maré cansada
sopros de fôlego e sobras de vida, restos herméticos pela praia
Errantes que se vêem capazes de esculpir uma existência
- formados por uma unidade, que forma tudo o mais -
diante de um movimento que encobre por completo
quem é dono de uma só vida, e não pode mensurar o rascunho
daquilo que foge num segundo, e pulsa no céu que nem estrelas
brilhando um passado,
que quase não existiu.

2 comentários:

Paulinha disse...

porra mi, arrepiei
lindo demais!
:)

Paulinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.